TINHA TUDO PARA SER ATEU

Basicamente as pessoas se tornam ateus por duas razões: INTELECTUAIS E EMOCIONAIS. A razão intelectual diz respeito ao investimento humano no estudo de matérias que questionam a existência e a necessidade de um Deus criador que ninguém nunca viu. Já as razões emocionais (o que ocorre na maioria dos casos), diz respeito a eventos pessoais e negativos, que levaram o “crente” em Deus, a duvidar da sua justiça, bondade e amor. Diante da expectativa frustrada da ação miraculosa de um Deus Poderoso e Bom, vem as inquietações que questionam a existência de um ser superior. O que se não gera ateísmo, poderá produzir no mínimo uma profunda revolta, onde o individuo buscará viver como se Deus não existisse ou não represente mais nada para ele. Isso é ateísmo prático!

Se houve alguém com motivos emocionais suficientes para se tornar um convicto ateu, esse era José. Contaste: Filho de um dos ícones da fé (Jacó), participante das promessas oriundas do bisavô Abraão e ainda muito jovem, temente a Deus. Motivos suficientes para ser alguém paparicado por Deus. Só que não! Seus pais o olhavam com desconfiança; Era odiado pelos irmãos; Foi vendido pela própria família como escravo; Na casa do seu dono evitou um ato de adultério e como recompensa por sua fidelidade foi preso; Na prisão colabora enchendo o coração de um dos presos na esperança da soltura, e quando isso acontece e o cidadão se ver livre, José lhe faz um único pedido: “Procure o Faraó e diga que fui preso injustamente”. Mas o cara simplesmente esquece. Um campo fértil para o ateísmo florescer, porém José continua a acreditar. José sabia o que a maioria dos crentes em Deus não sabe: A FÉ E FIDELIDADE EM DEUS NÃO NOS BLINDA DOS MALES DA VIDA. Assim como sol nasce para todos, mal e sofrimento alcança também todos os filhos de Adão, independente da fé.

Foi com essa consciência, que independente do que viesse acontecer ele se manteria crente e fiel, que José perseverou. Não deixou, nem deixaria de acreditar, mesmo se viesse passar o resto dos seus dias naquela masmorra. Confiava na companhia de Deus que o confortava e no seu poder que opera em amor levando tudo a convergir com sua soberana vontade.
Crente e sem mágoas de Deus, José de detento, sai da prisão de segurança máxima do Egito, para se tornar vice Faraó e escrever uma das mais belas histórias de todos os tempos!

Que a experiência das inevitáveis e inerentes dores e decepções da nossa existência produza em nós ainda mais fé!

Weslei Pinha


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