SE DEUS JÁ CONHECE TODAS AS MINHAS NECESSIDADES, POR QUE ORAR?

Mateus capítulo 6. 5-13 consiste numa passagem bíblica totalmente dedicada ao incentivo do Mestre à prática da oração. Nela Jesus nos ensina como não devemos orar; como devemos orar e qual deve ser o conteúdo de nossas orações. Mas se todos esses versos são falas motivadoras e incentivadoras da gloriosa prática da oração, não seria o verso 8 motivo para uma atitude contrária?

O texto diz: “Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem”. Mateus 6:8

Diante de uma leitura equivocada e de um pretexto anticristão, alguém pode pensar: “SE DEUS JÁ CONHECE TODAS AS MINHAS NECESSIDADES, POR QUE ORAR”?

Sabe por que parte dos evangélicos brasileiros chegam a pensar dessa forma? Porque temos uma compreensão mesquinha do que é a oração. Para boa parte da comunidade evangélica ORAR É IGUAL A PEDIR. A maravilhosa dádiva da oração está sendo resumida em um momento em eu apresento para Deus minha listinha de sonhos e desejos. Na imaginação popular evangélica, Deus é alguém semelhante ao GÊNIO DA LÂMPADA, no qual tem seu poder a disposição para realizar nossos desejos, o que eu preciso fazer é “esfregar” essa lâmpada através da oração e então Deus estralará os dedos e tudo acontecerá.

Precisamos urgentemente desassociar nosso conceito raso e equivocado sobre a oração. Orar é muito, muito mais do que um momento de petição. Veja a seguir 7 conceitos diferentes associados a oração:

1 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento para se falar com Deus, mas um momento de também Deus falar conosco.

2 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento de se conectar a Deus, mas também se conectar a pessoas.

3 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento de pedir a Deus que resolva as coisas do lado de fora, mas que também resolva as coisas do lado de dentro (alma).

4 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento para se chamar a atenção de Deus, mas um momento em que Deus chama nossa atenção.

5 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento para chamar a atenção de Deus para nós, mas um momento em que Deus chama nossa atenção para o outro.

6 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento para se mudar as circunstâncias, mas de mudar a nós mesmos.

7 – É preciso entender que a oração não é apenas um momento para revelar nossa vontade a Deus, mas um momento onde Deus revela a sua vontade a nós.

Que esses conceitos, que não são novo, nos leve a ter um entendimento diferente da prática da oração.

Weslei Pinha


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