“PUXA-SACO” DE ISRAEL

Bajula-se gente e bajula-se nações. E certamente não exista uma nação na face da terra tão bajulada pela classe cristã ocidental do que a nação de Israel.

Esse encanto cristão por Israel se explica pela presença mais que especial nos registros bíblicos. O Antigo Testamento na sua quase totalidade se atém a tratar da história do povo Judeu. No Novo Testamento Israel também tem presença destacada. Jesus era judeu; Sua vida e ministério se passam quase por completo no território judaico. Sem falar que aqueles que dão sequência à sua mensagem são também de origem judaica até a conversão de Cornélio (Atos 10) e a expansão missionária para além do território judaico efetuada principalmente pelo apóstolo Paulo (Atos 13).

Explica-se esse intenso puxa-saquismo judaico pela errônea compreensão de que Israel ainda é povo de Deus ou que Deus tem ainda para com os judeus um tratamento especial, distinto dos demais seres humanos e demais nações. O que não é verdade, pois a cruz de Cristo nivelou todas as nações e todos os homens diante de Deus. Não há favoritismo, não há exclusividade, não há preferência, é o que afirma Paulo:

Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio… Efésios 2.13,14

João em seu evangelho afirma que Deus só têm aliança com aqueles que têm aliança com seu Filho.

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome. João 1.11,12

Destaco dois grandes bajuladores de Israel: PRIMEIRO, AS IGREJAS NEOPENTECOSTAIS. Estes afundados no misticismo, judaízam o cristianismo enxertando-o com símbolos e práticas próprias da cultura-religiosa judaica, sem nenhuma validade ante a genuína mensagem de Cristo e seus apóstolos. Assim, estes transformam o evangelho puro e simples num “outro evangelho”. SEGUNDO, A POLÍTICA AMERICANA. Foi que ficou evidente na semana passada, quando o “perturbador mundial” Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel. Sua decisão nada tem haver com política internacional e sim com política religiosa, na qual visa agradar os americanos que inda bajulam Israel.

OBS: Não confunda as verdades teológicas apresentadas com antissemitismo.

Weslei Pinha


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