PROTELANDO O SOFRIMENTO

Em meio a segunda ação punitiva de Deus sobre o Egito algo extremamente curioso acontece. Deus havia enviado rãs sobre o Egito, eles vieram aos milhões e podiam ser encontradas aos montes nas ruas, casas, dentro dos fornos, sobre as camas, na dispensa e onde mais você imaginar. Era sem dúvida algo incomodador, nojento e perigoso à saúde da população egípcia. Passados alguns dias nesse sofrimento, Faraó chama Moisés e pede a ele que ore a Deus para que as rãs sejam retiradas de sobre o seu povo. Moisés prontamente e imediatamente coloca-se a disposição para orar a Deus e pergunta a Faraó: “Quando orarei ao Senhor para que as rãs sejam retiradas de sobre ti e do seu povo?”

Eu e você no lugar de Faraó responderíamos: “AGORA!” Mas Faraó de forma surpreendente respondeu: “Deixa pra amanhã”.

Por que diante de tão grande incomodo e sofrimento Faraó não pediu a Moisés que clamasse imediatamente a Deus pela solução do problema? Por que adiar a dor? Por que protelar o sofrimento, visto que tinha a solução ao seu alcance e bem diante dos seus olhos?

As explicações para a curiosa atitude de Faraó são as mais diversas possíveis. Porém, sua ação proteladora ante o sofrimento não é uma prática exclusiva sua, nós hoje também agimos de forma semelhante. Também praticamos essa estranha forma de lidar com a dor. Adiamos a dieta tão necessária; Adiamos as mudanças de hábitos remendadas pelo médico; protelamos o abandono do vício que nos mata aos poucos; deixamos sempre para amanhã a tão necessária atitude de reconciliação com nossos pais, irmãos na fé e amigos; Adimos o abrir do coração para alguém de confiança. E assim, adiamos, adiamos e adimos.

Não somos diferentes de Faraó, assim como ele protelou a solução daquilo que lhe fazia sofrer nós também numa atitude masoquista fazemos o mesmo. Diante desse destrutivo comportamento, que o Senhor nos encha de coragem, de atitude, disposição e animo, na busca da resolução daquilo que durante pouco ou muito tempo vem nos afligindo.

Weslei Pinha


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