PÃO NOSSO

“O pão nosso de cada dia nos dá hoje…” Mateus 6.11

O propósito de Jesus em relação a oração do “Pai Nosso” não era apenas nos apresentar um jeito de orar, mas um jeito de viver. Pastor Carlos Queiroz afirma que “A oração ensinada por Jesus é mais do que uma peça poética, é acima de tudo um estilo de vida a ser desfrutado”. A oração do “Pai Nosso” é uma oração-estilo-de-vida. Não é apenas orar, é viver a oração!

Depois de tratar das questões espirituais na oração, o Mestre nos leva a refletir sobre o material – o pão. Alimento comum desde os primórdios da humanidade, o pão é usado por Jesus como símbolo de toda nossa necessidade física. E nesse pedido há uma mensagem séria e profunda, mas pouco percebia. Visto que a oração ensinada por Jesus se tornou na boca de muita gente um mero e repetitivo ato ritualístico e até supersticioso. Uma das verdades mais contundentes dessa oração é que ela é um golpe em nosso individualismo egocêntrico. Observe que todos os pronomes da oração estão no plural (nosso, nossos e nossas). Ao nos ensinar a orar, Jesus nos faz lembrar e reconhecer que não somos ilhas ambulantes, mas parte de uma comunidade. Dessa forma a oração nos leva a desenvolver profundo censo comunitário, nos levando a olhar para a humanidade como uma grande família. Quando desenvolvemos essa consciência comunitária, passo a ver as necessidades do próximo não apenas como uma responsabilidade governamental, mas minha também.

Dessa forma, a oração do “Pai Nosso” também é a oração do “Pão Nosso”!

Jesus ensina que o pão que ele nos dá fruto de sua compaixão e graça, não é propriedade exclusiva de ninguém. Suas bênçãos sejam elas quais forem, devem ser partilhadas, divididas. Pastor Ariovaldo Ramos diz que quem faz a oração do “Pai Nosso”, deve também se comprometer em ser “padaria” de Deus na vida do outro. Isso não comunismo, isso é Evangelho!

Jesus não nos convoca para apenas orar, pedir pelo “meu pão”, mas pelo “nosso pão“. Além de interceder, está embutido nesse ensino a missão de nos tornarmos mão de Deus na vida daqueles quais as dispensas estão vazias.

Jesus restaura nossa verdadeira humanidade nos fazendo reconhecer que suas bênçãos nunca devem ser encaradas como exclusividade por parte de quem as recebe.

Weslei Pinha


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