O TESOURO NUNCA ACHADO

Uma das menores parábolas de Jesus diz assim: “O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o e com alegria foi, vendeu tudo o que tinha e comprou o campo”.

Verdade! Existe uma falta de nexo entre o título da reflexão e a parábola contada por Jesus. Nosso título fala de um tesouro nunca descoberto, enquanto o protagonista da parábola em meio as suas enxadadas no solo a ser preparado para o cultivo acerta em algo sólido e ao investigar mais de perto percebe que está diante de um verdadeiro tesouro. O que pretendo com essa nítida contradição é ressaltar que a sorte do homem da história é na verdade um privilégio de pouquíssimos.

O Reino dos Céus ou Reino de Deus, do grego Basileia tou Theos, é o Reinado de Deus, o seu Governo soberano. No macro, o governo sobre todo o universo. No micro, o governo do Criador sobre a vida cada homem e mulher. Jesus compara esse Reino com um tesouro, um achado de grandeza maior, i é mesmo! O maior bem, a maior descoberta do homem em toda sua peregrinação existencial.

Muitas são as afirmações de Jesus quanto ao pequeno número de pessoas que encontrarão o tesouro, o Reino. Talvez você questione: Claro, Deus o escondeu! Eu não diria que Deus o esconde ou que o tornou imperceptível, acredito piamente que ele está bem diante do nosso nariz, mas duas vendas poderosas no impedem de vislumbra-lo – O PECADO E A RELIGIOSIDADE.

Muitos nunca perceberão o tesouro, ele está escondido, não por Deus, mas pelo pecado e pela religiosidade fria, rasa e hipócrita. Se os de fora da Igreja podem nunca encontra-lo por conta da terra da imoralidade que o encobre, os de dentro muito menos. Pior do que a imoralidade é a terra dura, sólida e maciça da religião. Ela engana e cega, faz o religioso ter a falsa percepção que encontrou o tesouro, mas não! O que ele na verdade achou não passa de mera bijuteria.

Evangelho da Garça, o tesouro que poucos entenderão, o tesouro que poucos encontrarão!

Weslei Pinha


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