O CAÇADOR DO CÉU

Lucas registra no capítulo 15 do seu evangelho três das mais belas e profundas parábolas de Jesus. A primeira fala do pastor dono de cem ovelhas que perde 1% do seu rebanho e se põe a procurar pela ovelha perdida até encontrá-la. A segunda trata da mulher que perdendo uma de suas dez moedas ou 10% da sua renda, se coloca de forma minuciosa a procurá-la até achar. Por fim, o Mestre das histórias conta a mais emblemática das suas parábolas, a do pai que perde metade dos seus filhos. Mas como nas demais parábolas, o pai também sai ao encontro do filho perdido quando o avista de longe.

Muitas, diversas são as verdades que podem ser extraídas dessas histórias, porém há algo que se repete nessas três parábolas que revelam algo glorioso sobre a pessoa de Deus – SUA OBSTINAÇÃO EM CAÇAR O PERDIDO!

Assim como o pastor que caça a ovelha perdida, a mulher que caça pela moeda perdida e o pai que sai ao encontro do filho perdido, Deus se revela nesses três personagens como o caçador do céu. Aquele que vem até o homem perdido pelo pecado. Aquele que nos deseja, quando não o desejamos. Aquele que nos procura quando não o procuramos.
Que extraordinário! O Criador caçando criatura; O grande indo até o pequeno. O Santo a procura do impuro; O Justo atrás do corrupto. O Eterno atrás no mortal. O Deus perfeito, indo até o pecador!

O velho apóstolo João tinha ciência dessa iniciativa de Deus em caçar o perdido. Ele sabia que seu amor por Cristo tinha origem na iniciativa de Deus em nos caçar e nos atrair a Ele por seu amor.

Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. I João 4.19

A Salvação do homem perdido pelo pecado é uma iniciativa de Deus. É Deus que dá o primeiro, o segundo e o terceiro passo rumo ao resgate do perdido.
Deus caça pelo homem desde Éden das formas diversas. Criação, patriarcas, atos miraculosos, lei, profetas e etc. Mas um dia Ele decidiu nos caçar da forma mais pessoal possível, por meio do seu Filho. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Declara Jesus em ex-perdido Zaqueu.

John Stott afirma que “Deus é como uma mulher que varre a sua casa em busca de uma moeda perdida; é como um pastor que se arrisca nos perigos do deserto em busca de apenas uma ovelha que se perdeu; e é como um pai que sente saudades de seu filho pródigo e deixa que ele experimente as amarguras de seus desatinos, mas que está pronto, a todo momento, para correr e encontrá-lo, e dar-lhe as boas-vindas de volta ao lar”.

Weslei Pinha


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