COMO ME TORNEI ALGUÉM MENOS PIOR

São pelo menos duas as explicações que justificam ser quem somos: O pecado original transmitido a toda raça humana pós queda no Éden e os processos de formação da nossa personalidade, os quais incluem o ambiente em que fomos criados, o tratamento recebido, bem como as experiências vividas e etc. É possível encontrar respostas com base nesses dois fatores (Pecado e Formação) para as seguintes perguntas: Por que sinto o que sinto? Por que faço o que faço? Por que reajo sempre dessa forma ante as mesmas circunstâncias?

Não quero de forma alguma excluir a responsabilidade humana de seus atos e escolhas, e simplesmente transferi-los ou terceiriza-los a outrem. Meu intuito é denunciar as terríveis consequências tanto do pecado e do nosso processo de formação e como estes podem nos influenciar negativamente.

Como fruto dessas influências, identifiquei em mim algumas doenças na alma (algumas cedo, outras mais recentes) as quais provocavam e ainda provocam males a mim e aqueles que me rodeiam. Confesso que já fui mais doente de alma, mas graças a ação de Deus por meios invisíveis e visíveis posso afirmar que sou hoje uma pessoa menos pior.

Sou alguém menos pior graças às intervenções invisíveis de Deus por meio da oração e da reflexão em sua Palavra. Como bem afirmou Kierkegaard “A função da oração não é influenciar Deus, mas especialmente mudar a natureza daquele que ora”. Sobre a Palavra ouvi o pastor Ziel Machado dizer que “Não basta ler a Bíblia, é preciso ser lido por Ela”.

Já as ações visíveis de Deus, classifico-as como práticas comuns do dia-a-dia ou da existência humana, nada tido como “espiritual”, mas que o Soberano se utilizou no meu processo curador. Leituras, análise da história de vida, profunda reflexão quanto a personalidade (defeitos e virtudes), busca de informação sobre doenças emocionais, atividades profissionais e o casamento. Não tenho dúvidas que estes foram meios pedagógicos os quais Deus se utilizou para fazer de mim alguém menos pior.

Mas há ainda algo que me tem feito muito bem e considero uma das mais importantes ferramentas curadoras para a alma humana, o diálogo. Conversar, confessar, abrir o coração a alguém de confiança que pode apontar caminhos e oferecer bons conselhos curadores. Eu tenho descoberto o poder terapêutico da conversa franca e transparente, e isso também tem me feito alguém menos pior.

Weslei Pinha


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