QUANDO GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE

Sempre gostei de fazer reflexões sobre a vida e as verdades bíblicas fazendo uso de ditados populares. Para mim eles expressam de forma sábia, breve e criativa profundas verdades da vida.

Quem nunca ouviu o ditado: “A grama do vizinho é sempre mais verde.” Talvez esse ditado tenha origem inglesa, oriundo da ornamentação da frente das casas por meio de gramas, assim como vemos com maior frequência nas residências norte americanas.

Talvez esse ditado nunca tenha sido tão verdadeiro como hoje, quando a sociedade mergulha ainda mais verticalmente numa busca implacável e desesperadora pelo ter. Talvez nunca tenha sido tão verdadeiro como hoje, por que nunca também se ostentou tanto, nunca se praticou tanto a autopromoção na busca de se provocar a inveja alheia. Tudo isso principalmente hoje também impulsionado pelas redes autopromocionais, quer dizer, redes sociais.

Talvez nunca se tenha sido tão verdadeiro como hoje (o ditado), por que nunca se teve uma sociedade tão descontente como a nossa. Descontentes com quem somos, com o que temos, com a profissão, família e amigos. Esse sentimento abre espaço nos corações para se imaginar que a vida do outro é melhor. O descontente é alguém que desvaloriza tudo a sua volta, e ao mesmo tempo em que desvaloriza o que é seu, supervaloriza o que é do outro. A grama dele é boa, mas é o descontentamento que lhe faz ver a grama do outro sempre mais verde e desejável.

Ela parece mais verde, não só pelo terrível sentimento de descontentamento, mas também pelo mesquinho sentimento de inveja. Talvez nunca tenha sido tão verdadeiro como hoje (o ditado), porque nunca houve como hoje uma sociedade tão invejosa. Nunca houve uma sociedade que desejasse tanto levar a vida que o outro vive ou cobiçar tanto o que o outro tem. É na inveja que mora o desejo da grama alheia.

Por fim, a grama do vizinho se parece mais verde pela ausência de gratidão a Deus pelas suas graciosas dádivas, bem como as pessoas que Ele às utiliza em nosso favor. A ingratidão nos leva a depreciar a Deus, as pessoas que nos rodeiam, nós mesmos e tudo que temos. É na falta de gratidão e de atribuição de valor que desenvolvemos os sentimentos destrutivos citados acima, como descontentamento e inveja. Todos eles unidos produzem uma forte ilusão ótica que nos levam a ter falsa percepção do colorido da grama da vizinhança.

Que Deus nos dê corações gratos, contentes e desinteressados, para que possamos perceber o quanto nossa grama também é verde!

Weslei Pinha


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