O PAI NOSSO E A ÚLTIMA TROMBETA

Qual a relação entre a oração mais popular do cristianismo e o soar da última das sete trombetas do Apocalipse?

Na oração que denominamos de “Pai Nosso”, Jesus nos ensina a pedir e a aguardar pela instalação perfeita do Reino de Deus na terra: “…venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como é no céu…”
A ênfase nesse trecho da oração é a implantação plena do Reino de Deus na terra. Reino esse que já chegou a nós através da primeira vinda de Cristo. Em Marcos lemos:

O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho. Marcos 1.15

O Reino JÁ chegou, mais ainda NÃO em sua plenitude. Ele já chegou levando santidade, mas ainda não nos fazendo semelhantes a Jesus. O Reino já chegou trazendo aos homens a real possibilidade de se relacionar intimamente com Deus, mas não ainda nos fazendo contemplá-lo face a face. O Reino chegou através da ressurreição de Lázaro, mas não ainda colocando um fim no nosso último inimigo a ser aniquilado – a morte. O Reino de Deus chegou trazendo libertação aos prisioneiros pelo diabo, mas ainda não o lançando no lago de fogo. O Reino de Deus chegou colocando um fim no sofrimento de muitas pessoas, mas ainda não enxugando de nossos olhos toda a lágrima.
O Reino de Deus já chegou e opera no mundo desde sua inauguração. Porém, seu ápice está por vir no soar da última trombeta.

Descobri essa relação lendo Apocalipse cap. 11. 15-18:

O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve altas vozes no céu que diziam: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”.
Os vinte e quatro anciãos que estavam assentados em seus tronos diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
dizendo: “Graças te damos, Senhor Deus todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.
As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra”.

Esses quatro versos me ensinam:

1 As rédeas da história estão nas mãos de Deus e Ele mesmo a encaminha para um final feliz.
2 Seus decretos e propósitos não falham. O Reino chegará em breve em sua plenitude.
3 O mundo então terá um governante perfeito e justo.
4 Seu Reino não terá fim. Não será de apenas mil anos.
5 Seu Reino contará com a tristeza do insubmissos ímpios, mas com alegria e gozo de seus seguidores.

Por isso oramos, não só que venha o teu Reino, mas que venha a última trombeta!

Weslei Pinha


Deixe seu comentário