O HOMEM QUE NÃO SOFRIA DE TANATOFOBIA

Nossa sociedade tem se tornado cada vez mais materialista e alienada de Deus, e uma das muitas consequências desse estilo de vida, esta o aumento do número de pessoas que sofrem das mais diferentes formas de fobias.

A palavra Fobia vem do grego e significa medo, em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares. Veja alguns dos mais populares tipos de fobias: Acrofobia (medo de altura); Agorafobia (medo de multidão); Astrofobia ou astrapofobia (medo de trovões e relâmpagos); Catsaridafobia (medo de baratas); Glossofobia (medo de falar em publico); Gnosiofobia (medo do conhecimento); Mictofobia — medo de escuridão e etc.
Uma outra fobia bem comum em nossos dias é a TANATOFOBIA ou medo de morrer.

Na mitologia grega, Tanato (do grego Thánatos, “morte”), era a personificação da morte. Era conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.

A fobia ou medo da morte é algo tão sério, que entre os meses de junho e julho de 2005, foi realizada uma pesquisa no interior de São Paulo, com 1.495 pessoas de diferentes faixas etárias, sexo, escolaridade e religião foram entrevistadas quanto seus maiores medos. Medo da violência, pobreza, doença e solidão, foram alguns dos medos citados, mas o campeão, foi o pontuado o medo da morte.

A Bíblia nos informa que o homem não foi criado para morrer, mas após o pecado, a morte, se tornou sua principal inimiga (I Co. 15.26). A morte é implacável, ela nos mostra nossa fragilidade, e nossa temporalidade, não somos eternos. A morte nivela a todos. Ricos, poderosos, famosos e pobres, servos e anódinos, todos um dia voltam ao pó. Talvez por isso, e pelas incertezas do que pode vir após a morte, há tanto pavor. No entanto, encontramos na Bíblia Sagrada um homem que não sofria de TANATOFOBIA, seu nome é Paulo, mais conhecido como Apóstolo Paulo. Veja o que ele afirmou sobre a morte:

Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Filipenses 1.21

Paulo escrevendo aos crentes em Filipos, mostra toda sua tranquilidade e até desprezo quanto ao pavor da morte. Ele chega a afirmar que morrer para ele, seria algo muito lucrativo, “ganho”.
Mas porque tanta tranquilidade, diante de algo tão temido pelos demais seres humanos?

O verso 23 nos mostra o motivo para tanta paz ante ao terrível inimigo do homem:

… tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.

Nem pelo medo de deixar de existir e ficar de fora da história, nem pela dor ou ainda pelo mistério da vida após a morte, nada disso incomoda o Apóstolo, que tem uma “intensa expectação e esperança”, algo que só é possível após um real encontro com Deus, o qual mediante a ação do seu Espírito em nossas vidas, nos faz ter uma certeza inabalável e inegociável, da certa do encontro com Ele após a morte. É por isso que Paulo, nesse texto até chega a afirma, que a morte, para ele, seria algo até melhor que a vida, visto que a morte, seria o meio para o maravilhoso encontro com seu amado Senhor Salvador Jesus.
Sendo assim, entendo que o encontro real do homem com Deus é o caminho para cura de muitas das nossas fobias, inclusive do temor da morte.

Weslei Pinha


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