O DIA EM QUE DEUS NÃO RESPONDEU A ORAÇÃO DE JESUS

Acredito na existência de dois tipos de igrejas: As que curam pessoas e as que adoecem pessoas. As igrejas que vivem como legitimas comunidades terapêuticas são aquelas que se utilizam da genuína palavra de Deus como instrumento de cura para as almas doentes e feridas. Em direção oposta, as igrejas que geram sérias doenças na alma humana são aquelas que substituem o genuíno ensino bíblico, pelos mandamentos de homens, pelas vãs filosofias e pelo evangelho capitalista. Dentre os falsos evangelhos que adoecem tantos incautos, destaco a teologia da prosperidade que no seu bojo de mentiras, ensinam que para a oração ser respondida a fé é o único elemento necessário. Caso o clamor, a campanha, o voto não surta efeito esperado a culpa é do fiel que não creu o suficiente na ação divina. São esses e outros vírus que transitam nas comunidades evangélicas do Brasil que levam milhares de pessoas a profunda frustração com Deus, a fé e a Igreja.

Para pensarem dessa forma é bem provável que nossos apóstolos e bispos não tenham ainda chegado a ler o que diz João em sua primeira epístola:

Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa DE ACORDO COM A SUA VONTADE, ele nos ouve. I João 5.14 (destaque do autor)

Jesus um dia não teve sua oração respondida justamente por aquilo que desconhecem os teólogos capitalistas, a Soberania de Deus.

Por três vezes Jesus fez pediu: “…afasta de mim este cálice…” Mateus 26.39. E nas três vezes não obteve a resposta positiva do Pai. Por que isso? Estaria Jesus sem fé? Não teria ele usado as palavras corretas? Nada disso! A oração de Jesus não foi respondida por que não era da vontade do Pai que o “cálice” fosse afastado.

Mas o que é esse “afasta de mim este cálice”? São muitas as possibilidades, as duas mais ensinadas são: Primeiro, o “cálice” refere-se ás cruéis torturas que Jesus sofreria antes e durante a crucificação. Segundo, o “cálice” que Jesus não deseja beber trata-se da distância que experimentaria do Pai, enquanto estivesse na cruz levando sobre si os nossos pecados. Minha opinião é que esse é o “cálice” que Cristo desejou não beber. Visto que a distância de Deus é a mais terrível de todas as experiências.

Fico a pensar: “Se Jesus não teve uma de suas orações respondidas, o que me faz crer que eu, com minhas vontades e desejos contaminados pelo pecado, serei em tudo ouvido por Deus?”

Assim, melhor do que orar, “faça a minha vontade”, é “faça a Tua vontade”!

Que a compreensão correta da palavra de Deus nos leve a profundas experiências de curas e de muita lucidez quanto à forma correta de Deus agir na vida da sua Criação!

Weslei Pinha


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