O CISCO E A TRAVE

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho”? Mateus 7.3

É certo que todos sabemos o que é um cisco e também é certo que todos já vivemos a incomoda experiência de ter um cisco no olho. Mas o que é uma viga? Viga é uma grande peça de mareira, usada na construção de casas. Jesus então de posse desses dois objetos, o cisco e a viga, fala ao seu público e a nós de coisas imprescindíveis no campo da fé e das relações humanas.

Julgamento. “Não julgueis”, porque julgar é assumir o lugar de Deus. É tomar para si aquilo que só pertence aquele que julga de forma perfeita e reta. Diferente do reto Juíz, nosso julgamento é imperfeito e injusto, visto que nunca conhecemos todos os fatos, nem tão pouco as pessoas por inteiro. Sobre isso o rabino Hillel diz: “Não julguem a ninguém até ter conhecido toda situação e circunstâncias.” “Não julgueis”, porque ninguém é o suficientemente bom para julgar a outros. William Barclay afirma: “Ninguém tem o direito de criticar a outro se não está disposto a, pelo menos, tentar que suas ações sejam melhores que as do outro, a quem critica… Seria conveniente nos concentrarmos em nossas próprias faltas, e deixar as faltas de outros ao juízo de Deus”.

Auto Conhecimento. Temos enorme facilidade em perceber o pequeno cisco do outro, mas uma enorme dificuldade de enxergar a tão grande viga que carregamos. Nos conhecemos pouco; nos avaliamos pouco; nos questionamos pouco. Simplesmente não interrogamos nossos sentimentos; não arguimos nossas ações; não colocamos em cheque nossas reações; não olhamos para dentro; não entrevistamos a alma. Simplesmente vivemos e convivemos com sentimentos e práticas imperceptíveis que nos fazem mau por toda a vida. Perceba suas vigas ou permita que alguém as lhes mostre.

Hipocrisia. O hipócrita aqui não é apenas aquele que peca contra aquilo que condena, mas aquele que só consegue enxergar falhas e pecados alheios e nunca se dá conta dos seus. Ele é hipócrita porque é míupe em relação a seus pecados, mas extremamente perspicaz em relação aos pecados alheios.

O pastor Carlos Queiroz comentanto esse texto em seu livro “Ser é o Bastante” afirma: “Por isso a viga no olho do hipócrita é sempre maior do que o cisco no olho do irmão. Lamentavelmente, porém, o hipócrita não consegue enxergar que de fato a severidade que utiliza com o outro é decorrente do mal que se aloja na sua própria natureza”.

Weslei Pinha


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